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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Interação Online X Offline - O Caso da "Indústria do Alô"


Interação Online x Offline


Isso mesmo, mas não é o alô de quando atendemos o telefone. Me refiro a "Industria do alô" uma forma de divulgação que ocorre nos shows de bandas do nordeste do país.

Decidi escrever esse artigo ontem quando estava vendo o programa profissão repórter da Globo. O reportagem falava sobre as bandas do nordeste do país. O programa mostrou uma forma diferente e criativa de integração entre o online com o offline (na verdade o objetivo do programa não era esse), que não está somente ligada aos músicos da banda e sim uma forma de negócio própria e voltada para um público especifico. Como disse um dos organizadores desses shows, ao ser entrevistado, é a “Indústria do alô, uma nova ferramenta de marketing”.

Essa maneira de fazer negócio me chamou a atenção para como as coisas estão mudando e cada vez mais as pessoas estão usando a web para os seus negócios. Vamos ao fato: Nos shows algumas pessoas ficam perto do palco com uma placa pedindo alô para seus patrocinadores, que pagarão pelo alô quando o nome da sua empresa for mencionado pela banda.


Não ficou ainda claro ainda? Então vamos lá... 
A partir do momento que o alô é dado “começa” o negócio, pois as pessoas que ficam pedindo os alôs são donos de sites (ou pessoas ligadas a ele) que ganham por alô dado ou recebem um valor mensal para fazer esse tipo de trabalho, no dia subsequente ao show os donos de sites, que além de angariarem os alôs, gravam o evento, disponibilizam o show na internet para donwload gratuito.

Mas, onde é que a banda ganha com isso, pois "o negócio começa" com alô  que ela transmite? As bandas ganham na divulgação do seu nome pela web (e fora dela também), o que faz com que elas vendam mais datas para shows.
Com relação as pessoas que gravam e disponibilizam os shows em seus sites, para download gratuito,  verifiquei que todos têm espaços para publicidade online, então, além de ganharem com os alôs patrocinados pelas empresas, eles ganham com publicidade em seus sites.

Resumidamente funciona assim: Empresa X paga por alô recebido no show; Donos dos sites ganham com publicidade online e por alô que consegue ganhar para seu patrocinador; Músicos ganham com divulgação da banda e venda de datas de show; Empresas divulgam seu negócio para aquele nicho de mercado.
Agora, se o tipo de divulgação feito pelo alô dado no show trás resultados para a empresa, ou, se as bandas realmente vendem mais shows por causa desses sites que as promovem, ou ainda, se os donos dos sites conseguem ganhar dinheiro com esse tipo de negócio, eu não posso afirmar. Mas que essa é uma forma interessante de como se adaptar ao cenário atual, onde, cada vez mais, o online está ligado ao offline ou onde o online tem ganhado espaço nos planos de marketing de um negócio.
A intenção desse artigo não é entrar no mérito do fato em si, se o negócio é viável ou não, se é feito da melhor forma ou da maneira correta, mas o objetivo é apenas mostrar como as pessoas estão cada vez mais vendo o poder da web para os negócios, como a internet nos proporciona diversas possibilidades, e mais, como devemos nos adaptar para alcançar nosso publico, pois cada um tem suas particularidades. 




Fonte da Imagem: http://nofilmes.wordpress.com/

4 comentários:

  1. a net ta infestada desta postagem copiada e colada em varios e varios blogs, e o mais interessante é que a maioria nem a assitiu ao programa, "A industria do Alô" acontece no NORDESTE do pais e não no NORTE como dito mas especificamete em FORTALEZA-CE, espero que seja um descuido pois não quero acreditar que alguns não saibam que o ceará fica no nordeste.

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  2. Olá!

    Na verdade o artigo foi feito por mim, vi o programa e por descuido entendi que os shows aconteciam no norte do país, mas após seu comentário fiz a modificação para o correto que é nordeste.

    Na verdade o objetivo do texto é o de mostrar a interação do online com o offline, mas com certeza com informações corretas. Obrigado por avisar.

    Abraços
    Ricardo

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  3. Olá Ricardo.
    Matéria muito interessante,post divulgado na Teia
    Até mais

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